4 de agosto de 2020

ENTREVISTA - TON MARX ARTISTA ONIPRESENTE E EM CONSTANTE EVOLUÇÃO.

Entrevista: Ed Oliver

Ton Marx tem emprestado seu traço a muitas produções de quadrinhos nacionais sobretudo os quadrinhos de super heróis brasileiros onde pôde demonstrar sua qualidade e traço elegante. Assim o artista tem sedimentado sua estrada para vôos mais altos e é o que nos fala nesta entrevista!


1- Prazer em recebê-lo aqui Ton, o que você tem feito em termos de quadrinhos?

Ton Marx- O prazer é meu. Obrigado pelo convite. Atualmente estou desenhando Legião Secreta 2, e co-desenhando e colorindo O Bandeirinha, ambos do coletivo Chroma. Também co-escrevi o roteiro de Ordem Suprema, junto com o Augusto Velasquez de Brito. Agora tô começando a fazer alguns testes sem compromisso, pra ver se vou pegando o jeito dos roteiros do mercado americano.

2- Como foi a experiência de ter feito um trabalho como a Ordem? Fale sobre os outros projetos que esteve envolvido?

Ton Marx-  Talvez você não se lembre, mas foi você que me chamou pros bate papo d’A Ordem, quando ela ainda era um embrião. Eu aceitei desenhar A Ordem pra aprender e aprimorar o meu traço. Mas foi complicado, porque tinha outros desenhistas que saíram do projeto e eu fiquei sozinho com um prazo apertadíssimo. E como era um trabalho de colaboração, eu ainda tinha que intercalar com os trabalhos pagos pra poder pagar as contas. Mas fora A Ordem também fiz HQs curtas do Escorpião de Prata, do Crânio, do Corcel Negro, entre outros. A maioria como colaborador, mas não ando podendo fazer colaborações. Muitos ficam desanimados quando passo os valores, que ainda que baixos pro artista, vão sempre ser altos pro produtor independente nessa nossa realidade.

Ed Oliver - Caramba eu não me lembrava mesmo!!! Acho que porque depois me desliguei do projeto, seu trabalho ficou fenomenal e do Thiago nos roteiros ficou muito legal! O caso é que eu e outros autores de personagens digamos mais conhecidos resolvemos sair no início do projeto porque nos foi mostrada uma história onde só um dos super-heróis seria o principal e os nossos seriam usados como meros coadjuvantes, o caso é que no fim das contas eu fui o único que manteve a decisão de permanecer fora;  os outros com "medo" de ficarem de fora, voltaram. É um trabalho que recomendo e respeito por todos os amigos envolvidos mas eu não quis entrar por conta deste detalhe!

3- Seu traço marcante tem retratado muitos super heróis nacionais. Quais os mais interessantes na sua opinião?

Ton Marx-  Eu gosto muito de heróis urbanos, como Dragão Negro, Escorpião de Prata, Tormenta, Lagarto Negro, etc. E também dos mais poderosos, como a Jaguara, o Penitente, o Inferno, e os over power, como a Loonar, o Catalogador, a Penitência, etc. Gosto de tudo rsrs. Tem muita coisa boa com bom potencial por aí.

4- Que artistas mais influenciam sua arte?

Ton Marx-  Foram muitos. Atualmente podemos dizer Frank Cho, Paulo Siqueira, Carlos Pacheco, José García-Lopez, Burne Hogarth, Claudio Villa, Fábio Civitelli, e não posso deixar de citar Rom Freire.

5- O que você tem lido e acompanhado nos quadrinhos atualmente?

Ton Marx-  A última coisa que eu li foi ‘Paladina’, do Marcelo Cassaro. Encomendei Dragonero, que é fantasia pela Bonelli Comics. Gostaria de acompanhar o Hulk Imortal e a Arlequina, que se parece bastante com a minha Luna.


 6- Fale um pouco de seu método de trabalho!

Ton Marx-  Hoje minha produção é 100% digital. Minhas plataformas de trabalho principais são o Photoshop e Paint Tool SAI.  Pra quem estuda anatomia eu indico ver bastante vídeos de escultores digitais. Você aprende muito da dinâmica do corpo assim. E em sites como o sketchfab, dá pra ver as figuras em 3D e girar a vontade pra pegar qualquer ângulo.

7- Sobre a produção nacional, qual sua visão dele? O que pode ser feito para melhorar o atual cenário?

Ton Marx-  As condições melhoraram muito em vista do que era há não muito tempo atrás. Hoje temos opções como catarse, temos uma melhor interação entre os produtores e tals com a internet, mas ainda falta muito chão pra um mercado sólido. Eu vejo muita gente preocupada em produção, mas pouco preocupada com o aprimoramento. Tanto nos traços quanto nos roteiros, e isso numa era onde as informações estão a um clique de distância. Só com evolução constante é que vamos consolidar esse mercado.


 8- Com quais roteiristas Internacionais e nacionais gostaria de trabalhar?

Ton Marx-  Eu desenharia qualquer coisa do Paul Dini, do Garth Ennis, do Allan Moore e do Frank Miller. Dos nacionais, eu gostaria de fazer algo do Marcelo Cassaro ou do Felipe Cagno.

 9- Fale de seus próprios personagens e quais os planos para eles?

Ton Marx-  O Hórus foi criado a princípio pra que eu pudesse treinar o traço e narrativa. A Luna e o tigre Bach vieram como complemento desse universo. Ainda não pude trabalhar as personalidades deles mais profundamente como eu gostaria. A minha ideia é lançar histórias curtas online pra ir angariando público e posteriormente fazer uma aventura grande impressa.


10- Grato por nos conceder esta entrevista Ton. Espaço aberto para suas conclusões!

Ton Marx-  Eu que agradeço. Quem quiser conhecer um pouco dos meus personagens, procurem a página Luna & Hórus no Facebook. Em breve farei uma página pra postar minhas artes também. No mais, vamos seguindo na luta.

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