por Ed Oliver
Daniel Arcos é um cara batalhador que aos poucos vêm trazendo suas criações ao publico, como o RBoy, herói jovem e descolado. Este brasiliense gente boa nos fala um pouco de sua visão das HQs, suas criações e o que vêm por aí!
1- O seu herói RBoy tem estado bem atuante, fale de sua criação e sua trajetória até aqui!
Eu criei o RBOY (lê-se “Erreboy”) em 1992 quando ainda era um adolescente querendo fazer quadrinhos. Fui “publicando” em pequenos zines que eram lidos por família e amigos. Esse trabalho, totalmente amador, foi feito de 94 a 96, quando comecei a trabalhar e parei de desenhar. Em 2007, já formado em publicidade e propaganda, voltei a desenhar e surgiu a possibilidade de fazer quadrinhos institucionais. Em pouco tempo surgiu a Hotmind Comics, o selo de quadrinhos, e o RBOY foi resgatado do passado recebendo uma bela modernização no visual e uma definição melhor da sua origem. Em 2012 foi publicada uma revista impressa com uma parte do que seria a primeira história. Em 2016 o RBOY foi um dos personagens que participou do Protocolo: A Ordem e em 2019 publiquei sua primeira HQ solo. O volume 1 da série RBOY: Monstros. Agora a edição impressa e a edição digital podem ser adquiridas no site da editora AQUI! Além disso no início de 2020 lancei o perfil do instagram @eusourboy com o dia a dia do herói e o RBOYCAST um podcast em formato áudio drama. Os dois com histórias curtas mas inéditas que fazem a expansão do universo do herói. O podcast ainda tem uma função social porque é um conteúdo legal para cegos.
2- Como você vê atualmente a cena da produção de Super Heróis Brasileiros. O que está legal e o que pode melhorar?
Eu vejo a cena muito interessante e promissora. Tem muita gente fazendo trabalhos muito legais. Destaco o Cidadão Incomum do Pedro Ivo, o Resistente do Juliano Rocha e outros. Acho que o fato de ter muita gente produzindo material de qualidade é o mais legal e acho sim que é isso que tem que continuar. Ainda temos problemas na distribuição desses materiais. Mas tendo material de qualidade, fica mais fácil chegar nas pessoas.
3- Além do RBOY há outros projetos em desenvolvimento? Fale deles!
Sim, vários! Acabei de lançar o site da editora, com ele já disponibilizamos o RBOY e esse mês ainda vamos lançar o FINION, uma aventura espacial. Mas ainda esse ano vamos lançar mais três títulos que serão divulgado em breve nas nossas redes sociais (@hotmindcomics).
4- Você é a favor de tratar de temas "engajados" nos quadrinhos? Porque?
Eu acho que temos que mostrar a realidade sem perder o tom de fantasia e tratar qualquer tipo de tema faz parte dessa visão. Um dos nossos lançamentos deste ano vai falar sobre o empoderamento da mulher. Desde de sempre os quadrinhos são uma forma de falar ludicamente da realidade das pessoas cumprindo uma função social muito interessante.
5- O que você tem lido e acompanhado nos quadrinhos atualmente?
Eu tenho lido bem menos do que gostaria, mas recentemente li o Cidadão Incomum, já citado aqui. Antes disso eu li o Decaheddron, do Leopoldo Anjo. Acompanho as histórias online do Samuray Boy do Danielo Aroeira e também várias tiras pelo instagram como Dona Anesia do Will Leite, Tirinhas do Rex do Lucas Moreira, Depósito do Wes do Wesley Samp. Praticamente não leio nada internacional, mas pretendo reler The Umbrella Academy.
6- Que outros personagens nacionais você destacaria?
Em se tratando de super heróis eu destaco os personagens Assassino Rubro do Giovanni Auditori, o Dracyus do Mateus Zimmermann, o Steel Flag da Ana Carolina Silva sempre muito bem desenhado pela May Santos. E os meus colegas do Quinto Portal, o selo de quadrinhos surgido depois do Protocolo: A Ordem, o Hórus, do Ton Marx, o Inferno do Augusto Velasquez, o Dragão Negro do Thiago Silva e o Soberano do Lunyo Alves.
7- Os quadrinhos de super heróis em nosso país ainda carecem de uma maior união entre autores, visto que há muitas ações separadas, como você vê isso e o que é necessário para se criar um personagem forte?
Eu não acho que falte união, o pessoal até que é bem unido. O problema é que não adianta ficarmos nesse círculo fechado de vendas mostrando nossos trabalhos apenas uns para os outros. Precisamos alcançar pessoas que não nos conhecem e fidelizar essas pessoas com quadrinhos de qualidade tanto em roteiro quanto em arte. Alcançar essas pessoas é o mais difícil e é o que falta para deslancharmos.
8- Na sua visão, qual o diferencial de RBOY em relação aos outros?
Sinceramente, eu não sei dizer. Eu apenas faço o RBOY com o maior amor do mundo porque coloco nas histórias dele aquilo que eu gosto de ler e espero que as pessoas gostem. Mas é apenas meu estilo, cada um tem o seu e eu gosto de quase todos.
9- Quais artistas mais influenciam seu trabalho?
Depende da época (risos). Hoje eu gosto muito do estilo de um artista chamado gringo Jon Sommariva, mas também gosto demais do Mitch Leewe, do Gustavo Duarte, Danilo Beyruth, Roger Cruz, Rayner Alencar e vários outros.
10- Daniel grato pelo tempo concedido ao nosso site e espaço aberto para deixar seu recado!
Eu agradeço por ter me convidado para esta entrevista e por ter me dado o espaço para falar do RBOY e convido a todos a visitarem o site da editora, https://www.hotmindcomics.com.br/, e para nos seguirem nas redes sociais porque vamos lançar muita coisa bacana daqui pra frente e queremos muito dividir este momento com todo mundo que gosta de verdade de quadrinhos como eu e todo mundo que trabalha comigo. Obrigado!







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