30 de julho de 2020

ENTREVISTA EDE GALILEU , UM ARTISTA MULTIFACETADO!


Ede Galileu é daquelas pessoas com quem se faz uma amizade instântanea e prazerosa, sua sinceridade e alegria são positivas, o brilho em seus olhos quando se fala em quadrinhos!
Ede tem feito muito pelos quadrinhos nacionais, incentivado, produzindo, organizando eventos enfim, um cara que tem muito a nos dizer! Confira esta exclusiva com o artista!

Entrevista: Ed Oliver

1- Como estão suas produções atualmente, nos últimos tempos o Homem-Chiclete tem tido uma ótima projeção dentro da cena dos quadrinhos! 

Ede Galileu - Estou produzindo bem, este ano, no momento tenho 2 revistas praticamente terminadas, a revista Japy nº 2 (que é um projeto coletivo onde eu convido autores da região aqui de Jundiaí) e a primeira revista solo do Homem-Chiclete que, aliás estou produzindo com muito carinho e me divertindo muito com o personagem. Não vou revelar muito sobra a revista mas adianto que ela sai ainda este ano, terá 3 histórias e alguns roteiristas e desenhistas convidados que vão deixar ela uma “belezura”.

2- Aliás nos fale sobre sua criação e como chegou ao conceito final deste herói!

Ede Galileu -  Criei o Homem-Chiclete em 2003 pra compor a “Liga Jundiaiense de super-heróis”, equipe que criei junto com os amigos Hugo Nanni e Rodolfo Bonamigo a idéia era fazer uma brincadeira com nossa cidade criando uma equipe de defensores. Pra criar ele, pensei em algo que o Hugo gostasse de desenhar, pois ele seria o desenhista da primeira história da equipe, como sabia que ele era fã do Homem-Borracha da DC, pensei em criar um personagem que também  se esticasse, o desafio foi pensar em algo que estica, fugindo dos que já existem, a idéia de chiclete, foi do meu irmão, Anderson Galileu, aí só precisei pensar no visual que eu quis fazer bem simples.
Andei pensando em muitas coisas pra fazer com o personagem e na minha cabeça já tenho alguns anos de publicações, falta eu arrumar tempo e dinheiro pra colocar os planos em ação, rsrsrsrs!

3- Como você vê o atual cenário dos quadrinhos em relação aos anos passados sobretudo a produção dos super heróis nacionais?

Ede Galileu -  Acho que estamos em uma ótima fase para os quadrinhos nacionais e para os heróis brasileiros, tem quem goste e quem não goste, mas isso existe em todo tipo de arte, não dou atenção pra quem diz que não gosta sem nem conhecer o trabalho, prefiro focar em criar meu público. Mas várias ações como a exposição Super-Heróis do Brasil e o catálogo de Super-heróis brasileiros lançado pela Chiaroescuro em 2019, mostram que os heróis brasileiro estão ganhando seu espaço. 
Mas como observação, acho que muitos quadrinistas se deixam levar pela paixão que tem pelos quadrinhos e esquecem de planejar eles como modelo de negócio, por isso as vezes vemos idéias ótimas com desenhos não tão bons, ou desenho lindo com um roteiro sem emoção, revistas mal diagramadas ou sem revisão. Cada um pode fazer o que quiser, mas penso que as vezes temos que deixar o ego de lado e aceitar nossa limitação ou opinião de um, e à partir daí, melhorar nosso trabalho.

4- Voce também é bastante atuante nos bastidores das hqs nacionais, inclusive se envolvendo em mostras e Festivais de Quadrinhos como o JundComics. Fale um pouco dessa faceta de seu trabalho!

Ede Galileu -  O JundComics nasceu em 2000 com a união de 4 pessoas apaixonadas por HQ e cultura pop, aqui em Jundiaí não existiam eventos do tipo, até em São Paulo eram raros nesta época, continuamos por alguns anos e alguns foram saindo do coletivo, outros entrando, mas hoje já temos 13 edições do evento, talvez o maior evento gratuito de HQ e cultura pop do interior de São Paulo, e continuamos firme e forte, tentando fazer um evento cada vez melhor a cada ano.


5- Além do Homem Chiclete tem vontade ou planos de produzir outros trabalhos em outros estilos dentro das HQs? 

Ede Galileu -  Olha, eu gosto de muitos estilos, em 2016 publiquei Casa Poiesis que é um drama adaptado de uma peça de teatro, em 2018 eu me dediquei à revista Japy onde organizei, editei e desenhei uma história curta em um estilo mais cartoon, em 2019 eu participei de uma coletânea de terror baseada no universo de HP Lovecraft, chamada “Histórias pra não dormir” e agora estou terminando uma HQ em um estilo mais realista pra revista Japy nº 2 e finalizando a história do HC mais no estilo comics, o que der vontade eu faço mas quero me dedicar mais nesta linha de super-heróis nos próximos projetos, aliás já tem dois projetos na fila com meu personagem “Vulgo”. 



6- O que tem lido atualmente e o que te impressionou? 

Ede Galileu -  Ultimamente eu tenho lido o que eu leio desde os 12 anos, rsrsrsrsrs. Eu leio e coleciono X-men desde que comecei a me interessar por quadrinhos, continuo curtindo muito histórias da Marvel e DC, é claro que existem fases melhores e piores, mas no geral eu me divirto e me emociono com as histórias. Mas não fico só nos comics americanos, leio um pouco de tudo, e pelas minhas contas, o que mais compro hoje em dia é HQ nacional, mesmo.
O que me impressionou... Vou escolher duas obras que li recentemente, uma delas é “Angola Janga” do Marcelo D’Salete, história fantástica com uma bela narrativa e a outra é “Último assalto” do Daniel Esteves e Alex Rodrigues que também tem uma história e desenhos lindos.


 
7- Qual sua opinião sobre os quadrinhos digitais como forma de disseminar as HQ´s? 

Ede Galileu -  Bom, eu já tentei e não me dou bem com uma tela pra leitura, mas sei que muita gente prefere, não sei o que pensar sobra isso mas pelo que acompanho, a maioria dos sites estilo streaming pra HQ, não fizeram muito sucesso, e financeiramente não trouxeram muitas vantagens.
Minha opinião é de que o formato impresso tem uma longa vida ainda, o digital serve muito bem a quem faz tiras e a quem está começando, acho que ele serve bem pra substituir o fanzine.

8- Quais artistas e outras formas de arte te influenciam? 

Ede Galileu -  Na área das HQ’s já fui influenciado por muita gente, vou citar alguns aqui, Neil Gaiman, Marc Silvestri, Jim Lee, John Byrne, Sergio Toppi, Laerte, Fernando Gonzales... 
Outras formas de arte que me influenciam... Vai faltar espaço aqui, rsrrsrsrsr.
Cara, meu pai é artista circense, minha irmã trabalha em um circo na Itália e meu irmão é músico, já eu sou da área das artes visuais, faço pintura em tela, xilogravura, escultura, etc, mas desde adolescente eu trabalhei com meu pai fazendo eventos e teatro, nunca atuei mas ando de perna de pau, de monociclo, faço malabarismo, pirofagia, etc. É sério... Ahhh! Também sou percussionista e toquei em dois grupos de cultura popular. Pode se dizer que todas as formas de arte me influenciam.


9- Qual sua visão sobre a atual polarização que tem chegado inclusive a nossas artes e quadrinhos?

Ede Galileu -  Então, como eu já falei antes, prefiro focar em formar meu público, a polarização existe e não tem o que fazer, sempre vai ter gente pensando diferente de mim e produzindo coisas que eu não gosto e não concordo, mas eu vou protestar contra isso? É claro que não. Meu protesto é não falar sobre e nem comprar algo que eu não concordo, o pessoal perde muito tempo criando polêmicas desnecessárias, eu acho sim que tem muito assunto que tem que ser discutido, mas só com quem está disposto a ouvir e aberto à possibilidade de mudar de idéia, fora isso é só perda de tempo.


10- Estamos felizes e agradecemos sua presença em nosso site e sinta-se a vontade ara suas considerações finais!
Ede Galileu -  Eu que agradeço pelo convite Ed, se alguém quiser conhecer mais sobre meus trabalhos, é só me seguir no face (https://www.facebook.com/edegalileu/ ) ou instagram (https://www.instagram.com/edegalileu/ ) e se quiser comprar alguma revista minha, é só pedir lá na loja: (https://jundcomics.com.br/loja/ )

Trollando o artista:
Comida favorita: 
Culinária japonesa

Que superpoder gostaria de ter e porque? 
Super velocidade, pra dar conta de todos os meus compromissos.

Se acordasse pelado no meio da Avenida Paulista, o que faria?
Pirocóptero... A menos que estivesse frio, rsrsrsrsrsrs 

Acha que se adicionasse o sobrenome Galilei, ficaria famoso mais rápido?
Ou seria acusado de heresia pela Santa inquisição. 

Com quem gostaria de estar num ring de MMA para dar uma lição?
Scarlet Johanson... Porque se for pra ficar se agarrando com alguém em um ringue, que seja essa deusa linda... Mas não conta pra minha esposa. rsrsrsrsrs


25 de julho de 2020

ENTREVISTA - MAY SANTOS ARTISTA TALENTOSA DESPONTANDO NO BRASIL!

May Santos é uma artista altamente produtiva, talentosa e com um estilo clássico e que de cara agradou o gosto dos fãs dos quadrinhos, atuando também no meio dos quadrinhos de super heróis brasileiros o que mostra mais uma vez a qualidade e a ascensão deste estilo no mundo das Hqs! Nesta entrevista para o nosso site May fala um pouco de seu trabalho, seu dia a dia de artista e seu gostos!

Entrevista: Ed Oliver

1- May, é um prazer te receber aqui no site oficial dos Super Heróis Brasileiros!!! Vamos
começar com como começou a desenhar, seu interesse por artes e como se deu o seu
contato com os super heróis e por fim, este seu envolvimento maior com os Super
Heróis Brasileiros?
May Santos - Não lembro exatamente quando iniciei com os desenhos, acho que foi assistindo desenhos animados (amo até hoje), eu desenhava já imaginando os meus desenhos criando vida, era um fascínio enorme que aquilo me exercia, os do Walt Disney (longa metragem) principalmente. Quanto aos Heróis Brasileiros, eu não tinha conhecimento deles até começar a curtir páginas de desenhos no facebook, e dentre estes, volta e meia surgia algum Super Herói que me chamava atenção. A primeira fanart que fiz foi a personagem do Carlos Henry, Rasga-Mortalha, mas antes disso eu já conhecia o Lobo Guará (foi o primeiro) também dele, daí então fui conhecendo uma imensidão de universos de Heróis.

2- Seu estilo é bonito e elegante, lembrando o mestre José Luis Garcia Lopez! Com
certeza seu estilo seria bem aceito nas editoras americanas, chegou a cogitar entrar
neste mercado? Você vive de sua arte ou tem outra ocupação?
 May Santos -  É uma grande honra pra mim alguém pensar que a minha arte se assemelha a arte do
José Luis Garcia Lopez, amo o traço dele. Quanto a cogitar trabalhar para editoras
americanas, ou qualquer outra fazendo quadrinhos, nem passa pela minha cabeça, faço
quadrinhos eventualmente, quando tenho um pouquinho mais de tempo livre, mas o que
gosto mesmo é de trabalhar com ilustrações. Quadrinhos exige demais dos meus
neurônios kkk, e também porque tenho consciência de que o meu traço não chegou ainda
num nível de DC e Marvel. Antes eu tinha tempo de fazer muitas coisas, sou cabeleireira,
costureira, artesã, confeiteira... mas os desenhos tomaram totalmente o meu tempo, não
faço outra coisa no momento.



3- Atualmente o que você tem lido de quadrinhos?
May Santos - Muitos quadrinhos nacionais, estou cada vez mais encantada com cada produção
nova que surge.

4- Quais autores mais te influenciam?
May Santos - Na arte dos quadrinhos tem muita gente que me inspira, mas adoro a arte do Mike
Deodato e do saudoso Will Eisner. 

Nenhuma descrição de foto disponível.
5- Você tem algum trabalho com roteiros também?
May Santos - Não, me limito só a desenhar, kkk

6- Atualmente em que projetos você está trabalhando?
May Santos - Estou com trabalhos publicitários em parceria com o criador do Papo Amarelo, Moacir
Torres, entre outros trabalhos simultâneos.

7- Você coleciona quadrinhos, curte filmes, series? Fale um pouco do seu lado nerd!
May Santos - Não costumo acompanhar séries porque nos prende demais, filmes eu gosto muito;
não coleciono quadrinhos, vou comprando sempre que surge algo que me interessa,
mas não me enquadro na lista de colecionadores.

Sete Estrelas de Lancelott Martins

8- Qual a sua visão da atual produção de quadrinhos no Brasil?
May Santos - Tem muita gente aproveitando este momento de pandemia para produzir muita
coisa, já que muitos eventos foram cancelados, o pessoal tá se virando como pode
com as vendas, e pelo meio virtual é o mais viável agora. Infelizmente nem todos estão 
sendo bem sucedidos, já que muita gente não está podendo sair pra trabalhar, aí a
grana fica curta e os leitores acabam abrindo mão do prazer de ler e apreciar bons
trabalhos, dando prioridades a gastos mais essenciais do dia a dia.



9- Você ilustra muito para outros autores, tem vontade ou planos de criar algum
personagem ou projetos próprios?
May Santos - Sim, pretendo criar algum(a) personagem, mas me sinto mais a vontade em
materializar a ideia dos outros, kkk.

May, foi um prazer conhecer um pouco mais da artista que você é, grato por ceder um
pouco do seu tempo pra gente!

Contatos

23 de julho de 2020

Moacir Torres lança novo título do Papo Amarelo para a criançada!



“Papo Amarelo Kids”, atividades interativas que é direcionado ao público infantil.

A publicação contém 16 páginas e traz passatempos e brincadeiras interativas e educativas para crianças a partir dos cinco anos.

O herói amazônico Papo Amarelo foi criado pelo cartunista e escritor Moacir Torres no ano de 1990, e publicado em dezenas de revistas de histórias em quadrinhos.

Devido ao grande sucesso do herói, o Estúdio Moacir Torres resolveu lançar o e-book com o personagem na versão infantil.

O E-book custa R$ 3,99 e pode ser baixada neste link:
https://www.amazon.com.br/dp/B08CWLCZG3

22 de julho de 2020

ENTREVISTA - OSCAR SUYAMA , SANGUE JOVEM TALENTO DE VETERANO!

Oscar Suyama é um jovem autor que já esta dando passos importantes dentro da HQ! Surgido nas paginas da Publigibi, logo alçou vôos próprios com seu herói o Coruja Negra que ganhou duas edições primorosas recentemente e tem participado de outras publicações de outros selos inclusive fazendo seus primeiros vôos internacionais, mais uma prova definitiva que quadrinhos de super heróis tem sim força e só não acontecem pra quem quer que tudo caia do céu... Oscar Suyama, pai, autor e uma pessoa de natureza bondosa o que faz de sua arte algo ainda mais especial! Oscar Suyama é gente que faz acontecer!

1- Oscar é um prazer ter você aqui, você tem um nível de produção alucinante e tem sido visto em diversas hqs! Essa energia toda vem de onde?  

Oscar Suyama-  Cara é uma honra ter essa conversa com você, te admiro muito e é um grande prazer ter você como amigo e como motivador para realizar este trabalho, parabéns pelo oque tem feito nos quadrinhos, bem vamos lá.! 
Eu amo fazer quadrinhos, e quando se faz oque ama, não precisa muito para te motivar, basta ter em mente onde quer chegar e se esforçar um pouco, nessa quarentena fiquei 4 meses em casa e todos os dias sem exceção levantei as 3:30 da manhã para desenhar uma média de 1 a 2 páginas por dia, 130 a 140 páginas  nesse período, é aquela coisa, fazer oque se ama é ter um sentido na vida...é o que penso...

2- Seu personagem o Coruja Negra é muito interessante fale-nos sobre ele como surgiu e quais os planos para ele?

Oscar Suyama- Bem, eu nunca fui de gostar de criar personagens, sempre gostei de trabalhar com quadrinhos, mas achava que já havia personagens demais para eu criar mais um, foi numa conversa com o amigo e também quadrinhista Agenor Miranda que acabei despertando este interesse, o Coruja nasce de um conjunto de subjetividades e a vontade de falar sobre minhas influências e deixar um pequeno legado da era em que vivemos...




3- Como você vê atualmente a cena da produção de Super Heróis Brasileiros. O que pode melhorar?

Oscar Suyama-  Cara infelizmente, tem muita gente que fala, faz um grande circo, mas não beneficia este mercado, que eu acredito que exista sim, acho que pode melhorar quando houver mais união e produção principalmente, por outro lado vejo uma enorme motivação por conta dos quadrinista em geral, tenho criado bons amigos e aliados nesses últimos tempos, cito alguns grandes motivadores deste mercado, Marcos Gratão, Lancelott Martins, Você que vêm realizando este grande trabalhos com o site e no Insta, temos também o Rafael Tavares, Serj de Lima, Allan Regis , Gabriel Rocha ...estamos crescendo cara, um passo de cada vez...é só deixar de lado os ''faladores de quadrinhos '' e produzir...

4- Dentro deste cenário quais os trabalhos mais gosta e ou gostaria de destacar?

Oscar Suyama-  Como disse anteriormente: tudo do Gratão, ótimos trabalhos surgindo pelo lado do Sabatina Editora ,e também pelo Sincronia Universo, temos o fabuloso Lâmina Selvagem, estou participando no Catarse com um trabalho de um escritor chamado Bruno Sorc, o MOJICA MÓVEIS vale a pena conhecer, ótima qualidade em quadrinhos, o próprio Tormenta saindo em quadrinhos alemães, gosto muito de tudo que sai do Escorpião Amarelo e meu personagem brasileiro favorito no momento é o High Power do Israel Pereira, sem falar no Steel Flag, Invictos, A Tribo de Junior Cortizo...enfim muita coisa boa e de muita qualidade...

5- Recentemente você está tendo a oportunidade de publicar lá fora também, fale sobre estes trabalhos!
 

Oscar Suyama-  Pois é, dia 24 (jul/2020) deste mês será lançado lá nos EUA um encontro do Coruja com uma galera de lá o Fawkes Force, adorei fazer este encontro, e estamos com a produção de Martyr & Coruja Negra , personagem da canadense Lucky Comics, que deve sair lá pela segunda metade deste semestre, boas oportunidades amigo...

6- Além de desenhar você também cria como roteirista, fale sobre esta faceta de seu trabalho, roteirizar é algo que lhe traz o mesmo prazer que o desenho?

Oscar Suyama-  Cara pra ser sincero não levo nada o jeito para escrever, sempre conto com a ajuda do meu grande parceiro Henry Garrit, trabalhamos muito juntos, e em outros projetos nacionais temos a sorte de sermos escalados juntos para trabalhar, quem me ajuda muito também é meu amigo o Allan Regis, criado do Alba Alroz, esses dois são meus braços no roteiro, não sei oque seria de minhas histórias sem eles..RS!

7- O que você tem lido e acompanhado nos quadrinhos atualmente?

Oscar Suyama- Bem, estou gostando muito de Venom e essa fase do Homem Aranha, sem falar em liga da justiça que sempre acompanhei, no brasil sempre acompanho tudo da Quantum sempre, acabei de ler Carrapato de Junior Cortizo e Tony Brandão, e acompanho algumas web comics como a do Steel Flag da Ana Carolina e do Patrono de Diego Borba.

8- Assim como eu, você também é ligado ao mundo da música pesada, o Heavy Metal, a música
tem influência na sua arte?

Oscar Suyama-  Aaah! sempre né cara! O Metal é parte da minha subjetividade desde a infância, curto muito Grunge, Doom Metal, Viking Metal..e hoje em dia estou conhecendo algumas bandas de Nu Metal da década de 2000 que passaram batido por mim na época...destaco  algumas novas coisas que estou curtindo muito Static-X , Spineshak , Grip Inc , entre outras ...

9- O Atual cenário separatista em nosso país influencia o Status Quo de suas HQs também? Fale um pouco sobre isso!

Oscar Suyama-  Pois é amigo, infelizmente isso é uma realidade hoje em dia no entretenimento, não sei sinceramente dizer se é legal esse tipo de contexto em quadrinhos ou não, mas oque importa é que é uma realidade, na próxima edição do Coruja sai uma história minha e do Allan Regis que trata exatamente disto, como infelizmente este separatismo prejudica e nem percebemos, nos alienamos em ser a favor ou contra sem perceber que é isso que nos afasta da empatia ao outro, minha história é do Coruja Negra com o Alba Altroz e vem questionar se realemente vale a pena criar ''lados'' nesta ''guerra'', enfim, não gosto muito deste tema...



10- Oscar sucesso a você, obrigado por participar desta entrevista e espaço aberto para suas palavras finais!Grande abraço!

Oscar Suyama-  Mais uma vez eu que agradeço amigo!!! É um prazer e uma honra, somos o que somos porque fazemos oq ue fazemos, e não é por ser ''rentável'' ou por ''formar ou não '' opiniões simplesmente porque é o que nos define como artistas, quadrinhos é feito com quadrinhos, e não meramente com opiniões ou circos por isso o que importa é produzir e mostrar nossa arte, se pudermos influenciar um pensamento ou gerar uma consciência que contribua para a nossa jornada evolutiva, melhor ainda, mas só saberemos fazendo!
O Coruja Negra teve duas edições até agora e já tenho mais duas prontas para os próximos dois meses, sem falar esses encontros no exterior e outros com personagens  aqui no brasil, amo fazer que faço e acredito muito na nossa arte! É isso mais uma vez muito obrigado!!!


PEÇA A SUA AGORA AQUI!

21 de julho de 2020

Eloyr Pacheco estréia Curso de Quadrinhos em seu canal do Youtube!

O Editor, Roteirista e entusiasta dos quadrinhos Eloyr Pacheco, (Escorpião de Prata, Samba, Kauane, etc.) estréia seu canal no Youtube com um curso de Histórias em Quadrinhos online. Quem conhece a trajetória de Eloyr sabe que pode esperar um conteúdo bastante abalizado e essencial aos que querem entrar e ou se aprimorar nos meandros da produção dos quadrinhos! Confira AQUI!

A imagem pode conter: Eloyr Pacheco, em pé


ENTREVISTA - RODRIGO PIE E O UNIVERSO DON COMICS!

Rodrigo Pie é uma figura altiva, eu o conheci através de seus trabalhos e das mídias sociais onde defendia sempre suas opiniões e visões com força e emotividade, pensei comigo: aí esta um cara que devo parar e ouvir! Essa Força e emotividade esta presente também em todas as suas produções e na sua produção dentro dos quadrinhos que tem se mostrado também um panteão na luta e debate pelo desenvolvimento das HQs como arte em nosso país! 
Façam como eu sentem e ouçam o cara!

1- Fala Don! Sabemos que você já escrevia pelo seu envolvimento com o Teatro e artes cênicas mas como se deu de fato essa transição para ser roteirista de quadrinhos?

Rodrigo Pie- Na verdade tudo é ao contrário, primeiro comecei escrevendo, depois fui para o Teatro como ator, todas as funções de bastidores e técnicas, até me tornar Diretor. Mas o escritor, o dramaturgo, e o roteiristas já estavam todos em mim. O que mudou é que tudo que eu havia criado na infância, eu reescrevi na minha fase adulta, e continuo escrevendo, pesquisando e buscando aprender sempre.

2- Percebo também que suas HQs tem diálogos espertos, inteligentes e uma construção bem realizada da personalidade dos heróis, isso se deve a essa vivência cênica também não?

Rodrigo Pie- Com certeza minha vivência de 25 anos no Teatro tem total influência no que eu faço nos roteiros de quadrinhos. A experiência do palco é muito similar com o quadro a quadro dos quadrinhos, como diretor de Teatro eu dirijo atores, atores criadores, como roteirista vejo os desenhistas como atores, eles criam aquilo que imaginei. E eis a mágica da cena, do quadro.


3- Fale um pouco dos personagens criados por você!

Rodrigo Pie- Minha criação de personagens começou em 1988, nesta época nasceram a maioria deles, como Blindado, Indestrutíveis, Esquadrão Cósmico e por aí vai. E depois foram surgindo outros como Miss 10, Enonde-Rã, Legião XIII, Proscrito, Vindicare e a banda Theatro de Nod, entre outros. Quando crio personagens penso em seu passado, presente e futuro, penso em seu ethos, mas é em seu pathos que encontro o drama necessário para o desenvolvimento de seu arco de história. O Blindado por exemplo, dentro do meu Universo é extremamente poderoso, tem dois filhos, mas vive uma vida distópica, cheio de vícios, vivendo em mundo onde é perseguido e tenta fazer as coisas certas, mesmo quando está errado. Um personagem que tem sua mitologia sendo narrada em Aço dos Deuses, onde muita coisa será revelada sobre ele, colocando por Terra tudo que até este momento sabemos dele.


4- O selo Don Comics foi criado para reunir suas criações não? Que artistas mais, fazem parte do selo? 

Rodrigo Pie- Mais do que um selo Don é o meu universo, é o lugar no tempo e espaço que se desenrola as ações e histórias de minhas personagens, e ao mesmo tempo é meu selo editorial. Os artistas são convidados, cada projeto há um artistas diferente, um parceiro de estrada, há os parceiros que estão juntos em quase todas as publicações, como o mestre Lancelott Martins(que é meu grande editor e letrista), tem o Serj D'Lima, Ki Hap e Adriano Sapão. Mas já tivemos trabalhos que foram publicados e desenhados por outros parceiros como Marcelo Morgolfin, Gilliard, e Marcos Gratão!

5- Recentemente você também entrou para o grupo do selo Sabatina Editora, o que o selo trás de novo e quais suas expectativas com ele?

Rodrigo Pie- Na verdade eu não entrei, eu juntamente com Rafael Tavares, Adriano Sapão, Lancelott Martins e Demetrio Guimarães criamos e fundamos o Coletivo Sabatina Editora, uma ideia que nascem a partir de nossos encontros no programa do youtube Sabatina Geek. Mas o programa é uma coisa, a Sabatina Editora é outra. Neste coletivo agregamos outros selos juntos a nossa ideia, e trabalhamos de forma coletiva, um em apoio ao outro e sua produção. Este ano de 2020 seria um ano importante para nós, porém veio a pandemia e atrapalhou bastante, mas ainda teremos antes de findar esse ano sabático umas surpresas para os fãs de heróis brasileiros.

6- Os Super Heróis Brasileiros tem tido um crescimento e  melhor distribuição entre os leitores, na sua visão o que mais pode se feito para que tanto os quadrinhos quanto os artistas tenham resultados melhores?

Rodrigo Pie- Romper a bolha, investir mais e melhor, chegar onde ainda na sua quase totalidade não chegamos, somos um mercado de extrema potência criativa, o que falta é sairmos do amadorismo e da paixão, e fazer disso um empreendimento, uma profissão, temos alguns casos de sucesso, mas não conseguimos ainda criar um mercado para quadrinho nacional de heróis, e tão pouco sermos uma potencia editorial. Como romper a Bolha? Essa é a resposta que todos estamos buscando.

7- Que Roteiristas e artistas dos Quadrinhos mais o influenciam?

Rodrigo Pie- Gosto de muitos roteiristas, mas vou citar em especial o Alan Moore, o Millar, e brasileiros gosto muito dos estilos de Rafael Tavares dos Invictos,Chris Pereira(Força BR) Lorde Lobo e Rom freire. Sou fã e admirador das criações de Lancelott Martins, eu parei há muito tempo de admirar os gringos, e passei a olhar para meus irmãos e colegas de cena, e admiro Nestablo Ramos, George Wolf, Cortizo, Walter Junior, Adriano Sapão, Rom Freire, Serj D'Lima, Tony Brandão, Claw Rocha e tantos outros.

8- Você também tem uma participação ativa na política e cultura de sua cidade, fale um pouco sobre isso para os leitores!

Rodrigo Pie- Não tem como ser artista e não ser político, ou melhor ter um pensamento político no sentido original da palavra que vem de Polis, que significa para a cidade. Então milito em questões artísticas e sociais desde sempre, e neste ano de pandemia as causas se tornaram ainda mais necessárias e a luta mais ferrenha. Este ano fundamos o coletivo Movimento Cultural de Praia Grande, e já estamos realizando e conquistando muitos resultados em prol dos artistas e da Cultura de nossa cidade, e é engraçado que em um momento de isolamento conseguimos ser o que nunca fomos antes, um grupo, um coletivo!


9- Que quadrinhos o Rodrigo Pie tem lido recentemente?
Rodrigo Pie- Estrangeiro li a saga House Of X e Powers Of X com arco e roteiros de Hickman, que revoluciona o universo dos mutantes. Brasileiros eu terminei de ler os volumes 1 e 2 de Os Sete projeto do Marcos Gratão e Eberton Ferreira, Pulsar de Arthur Garcia, Ação em Dobro dos amigos Leandro Batista e Israel Pereira, Contos da Jaguara de Altemar Domingos, Over Drive 1 a 4 e por aí vai!


10- Obrigado Pie por ter cedido um pouco de seu tempo pra gente conhecer seu trabalho e sinta-se a vontade para deixar suas considerações finais! 

Rodrigo Pie- Eu que agradeço pela oportunidade de falar do meu trabalho, valeu Ed Oliver e toda equipe. Penso que estes espaços são fundamentais para a troca e trazer um pouco sobre cada criação, artista e quadrinista brasileiro. Termino convidando o público para visitar o site da Sabatina Editora, onde temos um acervo online para leitura de vários quadrinhos de heróis brasileiros, inclusive meu material da Don Comics também está por lá. E deixo um Viva a todos os quadrinistas brasileiros, Evoé! Viva a Nona Arte!
Contatos:

19 de julho de 2020

ENTREVISTA - GABRIEL ROCHA ROTEIRISTA E CRIADOR DO LAGARTO NEGRO!

Olá Gabriel, o Lagarto Negro é dos heróis nacionais que mais se faz presente em HQ´s produzidas em nosso país, você tem concentrado grande esforço para a divulgação dele, fale um pouco sobre a criação dele como se deu, influências, etc.

Gabriel Rocha: Olá Ed Oliver, quero iniciar agradecendo ao uso da palavra, pois são estas entrevistas sempre uma grande oportunidade para divulgação dos nossos trabalhos com os quadrinhos! 
Não me esquivo da verdade de que desisti do Lagarto Negro em 2000, logo após ter tido alguns dissabores com a aventura que foi publicar a revista de vida muito curta chamada Impacto Fabricado no Brasil. De fato, ainda em 2002 eu recebia cartas e e-mails de leitores perguntando sobre o personagem e decidi manter uma página na internet reunindo todas as informações sobre o personagem para atender a essas pessoas. Foi quando eu comecei a perceber que o personagem tinha vida própria e, de certa forma, independia de mim. 
O amigo Rod Gonzales tem uma teoria muito interessante sobre isso. Ele afirma, e eu gosto dessa teoria, que alguns personagens atendem a certos arquétipos universais e realmente possuem vida própria e encontram seus meios para existir. Não sou um bom administrador e o personagem sobreviveu à minha desistência encontrando algum afeto no coração de outros autores, que foram pedindo pelo personagem em seus trabalhos. Eu apenas o deixei ir. O Lagarto Negro partiu, então, para sua grande aventura e isso é muito legal. 
Sempre gostei de ler quadrinhos de gêneros variados, humor, fumetti, mangá, mas acredito que nenhum gênero se ramifique tanto quanto o gênero dos super-heróis. Uma das ramificações mais interessantes sempre foi a dos super-heróis brasileiros. Hoje é muito fácil encontrar informações sobre estes personagens nacionais, mas antes da rede mundial de computadores eles eram ocultos. Eu já conhecia o Fantasma Negro, mas foi quando li o Vingador Mascarado, do Sebastião Seabra, que percebi que era viável ler super-heróis brasileiros sem distinção do que vinha sendo maciça e sistematicamente sendo importado para a publicação no Brasil. Acho que essas foram minhas influências. 


Aliás você é daqueles autores que prefere criar poucos personagens e se concentrar mais na sua divulgação o que acho algo inteligente do ponto de vista editorial, o que tem feito o Lagarto Negro alcançar outras mídias, fale um pouco disso!

Gabriel Rocha: Na verdade, criei vários personagens. Antes do Lagarto Negro, publiquei quadrinhos em parceria com um amigo do colégio, o Fred Pires, num jornal de bairro. Chama-se O Vingador. Publiquei um “Thor”, em outro jornal de bairro, com um nome mais correto: Donar, o Deus do trovão. O Metatron, que saiu num “zine” com tiragem de três mil exemplares e distribuição gratuita. O Lagarto Negro surgiu após críticas de leitores do “zine” Impacto com a HQ do Metatron. Fui distribuir a publicação gratuita num evento de quadrinhos no Castelinho do Flamengo, e ouvindo a opinião dos leitores pude perceber o que eles estavam realmente aceitando como “real” para um “super-herói brasileiro”. Eliminei os poderes do Metatron, mudei um pouco o uniforme, e então tive que buscar por um nome para ele (acho que estou ainda respondendo à pergunta anterior, rsrsrs. 
Na verdade, o convite para alcançar outras mídias surgiu dos outros envolvidos. 
O projetista de jogos eletrônicos Adilton Ribeiro teve a iniciativa de concretizar o game do Lagarto Negro (que pode ser encontrado na página do Google Play AQUI! 
O Carlos (Cadu) Macedo, do Amálgama Estúdio, também fez o convite para que surgisse um desenho animado do Lagarto Negro em 3D que pode ser encontrado no You Tube AQUI!
Recentemente conseguimos aprovação num edital cultural com esse trabalho de animação, e estamos aguardando os acertos finais com o órgão responsável. A parceria com o Cadu é bacana e estamos elaborando uma série de quadrinhos também. 
O personagem está presente em alguns card games com o tema “super-heróis brasileiros”. Mas, é como eu disse antes, não cavo essas iniciativas que são mérito dos demais envolvidos. 

Tivemos a oportunidade de enfrentar e vivenciar juntos desde a época do falecido Orkut o grande preconceito e injustificável ódio de certos setores contra os SHB (super-heróis brasileiros), na sua opinião a que se deve isso, e de sua perspectiva como estão as coisas hoje?

R.: Ed, acredito que seja uma questão de falta de informação, pois sempre dizem que o preconceito nasce da ignorância. Vejo a internet como meio de divulgação de informações e ferramenta muito adequada para solucionar a questão. Hoje é muito mais fácil angariar boa divulgação e os autores brasileiros do gênero dos super-heróis nacionais estão pulando para fora do seu gueto e desenvolvendo o nicho de formas cada vez mais interessantes. Participei de algumas experiências de divulgação de trabalhos de autores nacionais e descobri que existem cerca de dois lançamentos de novas HQs independentes por dia. Isso é bastante coisa. É natural que haja diferentes graus de qualidade em uma produção tão extensa, mas muitos dos profissionais da área surgiram com trabalhos muito amadores e foram evoluindo suas técnicas conforme iam produzindo novos trabalhos. Assim, é sempre interessante estimular a produção do autor iniciante, no lugar de tentar impedi-lo de produzir.
Infelizmente ainda percebo muita deslealdade em certos círculos de autores. Ainda há aqueles que pensam que seus trabalhos vão se desenvolver mais quando depreciarem outros nichos. É muito comum com os autores que, de forma infame, acreditam produzir “quadrinho europeu”. Como se fosse possível para um residente da América do Sul produzir quadrinho europeu. Quadrinho europeu produz quem vive na Europa, certo? O Lagarto Negro tem sido roteirizado e ilustrado por europeus, lá mesmo, na Europa, então, é certo dizer que estou mais envolvido com a produção de quadrinhos europeus do que muitos dos fanáticos depreciadores do gênero ao qual nossos heróis pertencem. Repare, Ed, que quem faz mangá, western, ou outros gêneros, não se encontram em tal arrogância, pois não afirmam fazer quadrinhos japoneses ou norte-americanos. Não existe “quadrinho europeu” nascido abaixo do Equador, ainda mais de autores que não publicam no velho continente. Verdade ou mentira?! Deviam deixar de chamar de “aloprados” os autores que estão envolvidos com o bom desenvolvimento de seus próprios trabalhos e estudar mais a arte ou a linguagem que pretendem emular, ainda sem muito sucesso comercial. Os autores bem-sucedidos neste nicho, que certamente merece outro nome, se dizem apenas autorais e não fazem o tal “stalking hater” contra quem quer que seja. Não é assim que se ganha espaço. Já perdi, irrevogavelmente, o respeito por um punhado de autores cariocas, aos quais considero pequenos, sobretudo em mentalidade. 

O que você pensa que são pontos a serem usados e pontos a serem evitados para a criação de um personagem nesse estilo pelos novos autores?

Gabriel Rocha: Não sou bom em ditar regras, mas todos temos nossos gostos pessoais. Não aprecio muito super-heróis com nome em inglês. Soa falso. Fica muito estranho também o autor escolher algum nome que já está em uso para sua criação. Denota pouca criatividade. De resto, você não faz um trabalho dentro de um gênero sem seguir certos parâmetros dele. 


Destaque alguns trabalhos do que gosta e tem visto dentro das HQs!

Gabriel Rocha: Recentemente adquiri um mangá chamado Oxente. Ainda estou lendo, e é divertido. Recebi o segundo volume da Alfa, e gostei muito da edição bem apresentada pela Editora Kimera. Uma boa surpresa foi receber de presente o álbum da personagem Sanguinária, do Reginaldo Carlota. Estou com algumas revistas mais antigas na fila de leitura agora, com trabalhos do Watson Portela, Mozart Couto, Deodato, Flavio Colin e outros. 

Além do Lagarto, há algum outro projeto seu ou que você esteja envolvido?

Gabriel Rocha: Sim, tenho feitos cores para alguns projetos sem o Lagarto Negro. Estou deliberadamente enrolando o Elenildo Lopes para entregar duas páginas de desenho com origem do Capitão RED (faço isso para dar tempo de outros autores aprontarem suas páginas em andamento para a edição digital da Alfa Origens). Ele está ficando chateado comigo, então vou ter que terminar isso antes da vacina do Covid-19 surgir...
Estou elaborando uma antologia de quadrinhos independentes do gênero dos super-heróis nacionais, em parceria com a Editora Kimera. Já recebi umas vinte HQs, todas muito boas! Você está dentro!! 

O Lagarto Negro tem alçado alguns voos internacionais! Parabéns e fale um pouco a respeito disso pra gente!

Gabriel Rocha: É bem bacana. O personagem participou do primeiro grande encontro de super-heróis de países da América Latina. Trata-se de uma iniciativa da editora argentina UMC Ediciones (https://umccomics.com/). Além do personagem anfitrião, o argentino Sol de Plata, estão também presentes os personagens sul-americanos convidados: Descomunal (PERU), criação de Franz Mitchell Producciones; Fiero de Universo Fuerza PG (PARAGUAI), criação de Gustavo Raúl Ferreira Patiño; Espinas de Universo Mirox (CHILE), criação de Rodrigo Roa Salinas; e o brasileiro Lagarto Negro. Trata-se de uma HQ histórica, por romper as fronteiras nacionais e o editor John Curcio está de parabéns pela grande iniciativa! 
Estou tratando para que a editora Kimera se interesse em publicar esse material, mas o novo coronavírus tem sido entrave para os projetos de 2020.  
Já a Yamraj Comics é uma produtora francesa de quadrinhos. Eles estão terminando a produção de uma super aventura com super-heróis brasileiros e europeus interagindo em uma única aventura. Também pretendo convencer a Kimera a abraçar o projeto no Brasil. Quem quiser ajudar, é só encher a caixa de correios da Kimera com pedidos: editorakimera@gmail.com.

 
Na sua visão, qual o panorama para um futuro próximo dos quadrinhos?

Gabriel Rocha: No Brasil, existe uma certa aversão contra a leitura. Não devemos pensar em vender mais quadrinhos sem antes pensar em um estímulo à leitura que seja eficaz. Infelizmente, no Brasil, no lugar de buscar alimentar o estímulo à leitura, o que vejo é uma ação generalizada para depreciar certos nichos, como se destruir o prazer na leitura dos outros fosse edificar algum crescimento de público para o hater. 
Como observei anteriormente, a produção hoje é muito ampla. É necessário fazer com que essa produção encontre público. Isso só vai acontecer quando a leitura chegar para quem não tem o hábito de ler, e não agredindo os poucos que desenvolveram o hábito da leitura com discursos de ódio absolutamente infames. Os caras rasgam gibis de coleções em bibliotecas que eles não querem que seja lido (isso é real, aconteceu mesmo), mas não são capazes de lavar alguém para ler um texto que seja na mesma biblioteca. Não há inteligência em ações deste tipo. Surgiu uma militância contraproducente. Quem trabalha num sentido oposto tem conseguido desbravar novos caminhos. 



Gabriel você é um exemplo de força e perseverança nas HQs, grato pelo seu tempo e fique à vontade para suas considerações finais!

Gabriel Rocha: Não é verdade. Eu desisti em 2000. Quem persevera são os leitores do personagem. Existem, no momento, mais dois games com a participação do Lagarto Negro em produção, nenhum deles por iniciativa minha. Essa é a verdade. O Rod deve ter razão.

Contatos:

★Entrevista por: Ed Oliver

18 de julho de 2020

Herói da Vez! Hull de Sergio juncom

Inauguramos a sessão Herói da Vez que vai apresentar aos leitores novos heróis. Hoje vamos conhecer Hull criação do ilustrador Sergio Juncom!!!

Arte: May Santos

Hull nasceu e foi criado na prisão de segurança máxima na Ilha de Santa Lúcia (ilha fictícia). Foi "escolhido" entre os presos para se tornar um vigilante da cidade de Nova Brasil, onde a criminalidade tem aumentado muito nos últimos anos. 
Ele na verdade, é filho de HYRON, um poderoso guerreiro alien, que perseguindo um criminoso espacial, acabou caindo na Terra, onde conheceu Fabianne, a mãe de HULL, foi perseguido e capturado por uma ORDEM, liderada por Reverendo W. Dark, Fabianne ja gravida de Hull foi levada a prisão para acompanhamento do desenvolvimento do bebê. 
Um resumo dessa história está na 3 edição publicada no ISSUU (AQUI!)


17 de julho de 2020

Super Poster Super Heróis Brasileiros!!!

Baixe o super-poster do Superheroís Brasileiros!!!
Clique com o botão direito na imagem e selecione "abrir link em uma nova guia" aumente a imagem com a lupa e salve! 


Confira também!

Garota Trovão na arte de Ed Oliver

Garota Trovão arte de hoje para a heroína do amigo e artista Vinícius de Moura!
Vinicius de Moura é um desenhista bastante atuante no meio dos quadrinhos brasileiros, fazendo atualmente parte do time da Quantum Editora tem contribuindo com inúmeras publicações além de suas próprias com a saga de Oni-gun!
Aqui vemos a Garota Trovão, criação de Vinicius na arte de Ed Oliver!