27 de março de 2015

Entrevista com o ilustrador Rom Freire!


Antes de entrar no cerne de nossa entrevista em si eu preciso confessar à voces que eu e Rom Freire começamos a nos comunicar nas redes sociais em meio a uma discussão acalorada, não importa o porque e sim que esse acontecimento ao invés de arrefecer nosso contato, me fez criar um profundo respeito pela pessoa de Rom; assim sendo e com o entendimento de que as pessoas são importantes , a política, passa... foi que me tornei fã ao conhecer mais de perto a arte deste fantástico artista além de sua visão sobre quadrinhos, artes etc.


Com vocês nossa sensacional entrevista com Rom Freire mais um grande ilustrador do nordeste brasileiro, terra de gente talentosa, inteligente e que mostra a que veio!

1- Rom, Fale um pouco de como se envolveu com quadrinhos e sua predileção pelo estilo super heróis?
Rom Freire - Eu sempre fui incentivado pela minha mãe e minha avó a ler. E como todo garoto, tinha predileção pelas revistas em quadrinhos. E sempre que meu pai levava a mim e meus irmãos para cortar cabelo, ele sempre nos dava uns trocados para comprar revista. Naquela época HQs ainda custavam baratinho, diferente de hoje em dia. E não tenho predileção pelo estilo super-herói, apesar de gostar muito. Gosto de qualquer quadrinho, desde que tenha uma boa história pra contar. Não precisa ser um texto pretensioso, basta que me divirta.

2- Aliás, voce é um grande entusiasta dos Super heróis nacionais!
Rom Freire - Sempre! Mas quando era garoto não tive muito acesso aos heróis BR. Uma das poucas revistas nacionais que li e que me marcou muito, foi A INSÓLITA FAMÍLIA TITÃ, de Gian Danton e Bené Nascimento, que hoje assina Joe Bennet. Também lembro com saudade do ROBÔ GIGANTE, de Watson Portela e algumas HQs da Velta e Fantastic Man.

3- Como é para Desenvolver algo no Brasil neste estilo?


Rom Freire - Como todo mundo sabe, é matar um leão por dia. Além da falta de incentivo das editoras (as vezes sai mais caro produzir uma revista aqui do que importar uma edição já pronta dos EUA), ainda contamos com o preconceito dos leitores. Muitos ainda sustentam a idéia equivocada de que super-herói de roupa colorida não combina com nossa cultura. Mas a Índia taí, com seus inúmeros super-heróis nacionais, inclusive virando filme, pra provar que o gênero combina com qualquer cultura, basta saber como explorá-los devidamente. Mas temos que ser realistas: assim como acontece lá fora, nem tudo produzido aqui é bom e o leitor não tem a obrigação de gostar e comprar só porque é material nacional. Uma coisa que sempre digo é: pensemos como editores, não apenas como fãs! Precisamos ser críticos de nós mesmos. Não estamos publicando apenas para agradar os amigos, mas para arregimentar leitores e fomentar o mercado de HQ nacional. Também temos o direito e o dever de criticar outros trabalhos, mas isso não significa esculhambar o trabalho alheio, como vejo acontecer muito no Facebook. Apenas dizer que determinado desenho é “uma merda”, “uma porcaria”, não ajuda em nada o artista a evoluir. Tenha ética e educação na hora de fazer uma crítica. Chame o artista em particular, via inbox ou e-mail, e mostre-lhe os pontos que você acha que devam ser corrigidos. E o artista por sua vez, também deve deixar o ego de lado e aceitar as críticas construtivas, mesmo que já esteja trabalhando profissionalmente e não concorde com tais críticas. Sempre temos algo a aprender!


4- Pudemos conferir um pouco do seu trabalho no projeto "Encontros", de Lancelott Martins e com certeza se tornará um projeto grandioso! Fale a respeito. 
Rom Freire - Desenhar ícones da HQB como Garra Cinzenta, Audaz, Capitão Gralha, Golden Guitar, Homem-Fera e Flama, entre tantos outros, me dá uma felicidade tremenda. Desenhei recentemente uma página onde o Audaz, um robô gigantesco criado por Messias de Melo na década de 40, ataca o Rio de Janeiro e podemos vê-lo atravessar a Baía da Guanabara sob ataque de caças Gloster F8, da FAB, e dos heróis nacionais Mystico, Homem-Fera e Golden Guitar. Mais brasileiro impossível!!! Tudo fruto da mente prolífica de Lancelott Martins, um grande roteirista, pesquisador e catalogador dos quadrinhos nacionais que eu admiro muito. Só tenho a agradecer a oportunidade que ele me deu de fazer parte desse projeto que promete fazer história na HQB. E tenho de lembrar que estou acompanhado de outros grandes artistas nessa empreitada, como Zilson Costa, meu amigo aqui do Maranhão e Marco Santiago, que também é maranhense, mas mora no Rio de Janeiro, entre outros.

5- Você também tem realizado trabalhos para fora do Brasil, Fale sobre eles!
Rom Freire - Já fiz vários trabalhos para fora no gênero super-heróis como GOLDEN GANG, de Daniel Schenstron, M7, da 12 Comics, STEEL SOLDIERS, para a White Eye, ARGO 5, para a Argo Comics de Dan Sehn e agora estou trabalhando no título DREADLOCK, para a Urban Style Comics de Andre Batts. Esses personagens ainda não são conhecidos aqui no Brasil, mas espero que esse quadro mude logo, pois um desses editores está cogitando vir na próxima Comic Com Experience, e quem sabe ele consiga vender seu personagem para as editoras daqui. Também já fiz uma quantidade gigantesca de quadrinhos eróticos para sites norte americanos, mas ultimamente estou me concentrando somente em trabalhos impressos, pois dá mais visibilidade ao artista, aumentando assim o leque de possibilidades.


6- Quais os artistas que mais te influenciam?
Rom Freire - Os grandes mestres da HQB que fizeram (e ainda fazem) parte da minha vida de leitor e desenhista: Mozart Couto, Watson Portela, Rodval Matias, Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Edmundo Rodrigues, Renato Canini, Marcio Nicolosi, Osvaldo Sequetim... São tantos que fica impossível elencar todos aqui, mas cada um deles tem uma parcela de “culpa” na profissão que eu escolhi seguir. Fora do Brasil tem John Buscema, Jim Starlin, Will Eisner, Brian Hitch, Bernie Wrightson, Barry Windsor Smith... ou seja, mais uma lista interminável!!!



7- E no momento quais outros projetos em que esta trabalhando?
Rom Freire - Estou fazendo ilustrações para a nova versão do Catálogo dos Heróis Brasileiros, outra empreitada vencedora de Lancellot Martins. Também estou trabalhando em uma HQ inédita do super grupo OS INVICTOS e na saga CONVERGÊNCIA PRIMORDIAL, ambas para o meu chapa Rafael Tavares. Essa última terá a participação especial da minha personagem LOONAR. Acho muito boa essa interação entre os artistas nacionais. Um ajuda o outro a alavancar seu personagem! E esse ano eu também faria uma adaptação para os quadrinhos de uma grande obra da literatura brasileira, mas por enquanto o projeto está suspenso. Lembrando que já fiz a adaptação para os quadrinhos de FAUSTO, de Goethe. Esse é um projeto de Leonardo Santana (roteiro), com as cores de Dinei Ribeiro, que deve sair esse ano pela Editora Peirópolis.

8- Seu traço tem uma belissima influência dos clássicos artistas de super heróis e uma originalidade que chama a atenção. Qual seu processo de trabalho?
Rom Freire - Quando estou trabalhando para outras pessoas, meu processo é o mesmo da maioria. Faço um rascunho rápido das páginas em folha A4 para aprovação do cliente. Depois amplio para a versão final em A3. Mas quando é projeto próprio, meu processo muda completamente. Quando estou escrevendo o roteiro já desenvolvo cada cena na cabeça, cada detalhe e enquadramento, e já trabalho direto no A3, sem o uso do rascunho. Mas para todos os trabalhos eu uso apenas lápis azul e depois faço a arte final, sem usar lápis preto. Isso facilita muito na hora de escanear.


9- Além de sua personagem Loonar, que outros projetos pessoais desenvolveu?
Rom Freire - Além da LOONAR, que é no gênero super-herói, estou desenvolvendo os roteiros de GUERREIROS DE GLAATU (uma mistura de ficção científica e fantasia) e GRIMORIUM (terror). Não possuo muitos personagens próprios porque assim acho mais fácil de lidar, de desenvolver os roteiros. Vejo artistas criando personagens quase que diariamente, mas sem desenvolver corretamente nenhum, e acho isso um erro. O outro projeto que estou desenvolvendo aos poucos é ABAITÉ, uma transposição para os quadrinhos de algumas lendas indígenas. Meu objetivo é terminar a tempo de levar esse último para o FIQ e depois para a CCXP. Até mesmo o estilo eu mudei, para diferenciar de outros trabalhos. Deixei de lado a linha mais clara e carreguei nas hachuras. Acho que tá ficando bom!

10- O que tem lido ultimamente?
Rom Freire - Reli pela milionésima vez A SAGA DA FÊNIX NEGRA. Também gosto muito da Coleção Histórica Marvel. A última que li foi a dos Vingadores, com a Saga de Thanos, do Jim Starlin, umas das minhas influências. Adoro personagens cósmicos como Adam Warlock e Capitão Marvel. Também estava acompanhando os títulos da Valiant, mas soube que serão cancelados. Mas uma que compro religiosamente é a DREDD MEGAZINE. Sou fissurado na série de HQs curtas CHOQUES FUTURISTAS DE TARGH, do Alan Moore.

11- Existe algum personagem ou editora com quem gostaria de trabalhar? Tendo trabalhos em editoras fora do Brasil, voce chegou a pensar em seguir o nicho Marvel/Dc como muitos artistas?
Rom Freire - Um personagem que gosto muito e que gostaria de desenhar seria o John Constantine. Ele era bem legal na época do Monstro do Pântano e assim que começaram com o selo Vertigo. Hoje em dia não curto o que estão fazendo com ele nos Novos 52. Até já vi uma imagem dele com roupa de super herói, pelamordedeus!!! Outro que eu faria com gosto seria o Adam Warlock! Como já disse, gosto muito desse tema cósmico.
         


12- Muito obrigado por sua entrevista Rom freire, espaço aberto à você!
Rom Freire - Vou finalizar a entrevista dando alguns conselho pra galera: não tentem criar um universo de personagens de uma vez só! Comecem aos poucos, desenvolvendo um de cada vez. E sejam críticos consigo mesmos. Procurem sempre a máxima qualidade nos seus trabalhos e saibam aceitar críticas. Isso é essencial para que evoluam como profissionais! Obrigado, Ed! Abraço a todos!!!

Conheça o site oficial de Rom Freire AQUI!

18 de março de 2015

Crânio nº 2 pela Universo Editora.

Saiu pelo selo Universo o segundo número do Crânio, o super-herói brazuca criado por Francinildo Sena. Na capa, vemos o Crânio ao lado do Bispo, criação de Rodrigo Fernandes, e ambos aparecem juntos numa das três aventuras presentes neste número.
‘Noite Sem Lua’, escrita por Francinildo Sena & Alcivan ‘Corcel Negro’ Gameleira e ilustrada por Paulo Sbragi e Rodrigo Fernandes (os responsáveis pela bonita capa desta edição).
Na HQ, Crânio e Bispo enfrentam uma quadrilha de traficantes. As outras HQs presentes neste segundo número também são do balacobaco: ‘Atos e Ações’, escrita por Francinildo em parceria com Mark Novoselic e ilustrada por este último, mostra o Crânio enfrentando um poderoso mutante – mais uma chance de matar a saudade do saudoso artista carioca Novoselic, falecido precocemente.
E finalmente em ‘Atitude Desastrosa’, Crânio é atacado por forças policiais aéreas durante um jogo de futebol.
Que maravilha ver o ótimo Crânio de volta numa com regularidade em publicação impressa, e ainda com a boa qualidade gráfica da Editora Universo.
Contato em universoeditoraindependente@gmail.com ou no email do Francinildo, fscranio20@yahoo.com.br

Resenha por José Salles

11 de março de 2015

Entrevista com Juliano Rocha autor do Resistente!

Mercado de hqs brasileiras aquecido, muitos grupos surgindo com novos e maravilhosos trabalhos e como numa cadeia de eventos interligados vemos cada vez mais surgirem em sequência, trabalhos que nos maravilham, um destes casos é o Resistente, personagem do roteirista e ilustrador Juliano Rocha. 

Juliano lançou no formato digital duas aventuras para apresentar o personagem ao publico que chamaram bastante atenção na internet e agora prepara-se para lançar o personagem em formato albúm assim que seu projeto no site Catarse for aprovado.
Vamos conhecer um pouco mais deste talentoso artista! 

Fale um pouco de como se envolveu com quadrinhos e sua predileção pelo estilo super heróis?
Juliano -  Acho que foi por causa do desenho. Sempre desenhei, e vi nos quadrinhos uma forma de usar essa linguagem. Lembro que quando garoto, não tinha grana para comprar quadrinhos, então resolvi fazer as minhas próprias HQ's. Os super heróis eu conheci por causa dos desenhos animados dos anos 80 e consequentemente veio os quadrinhos.

Fale um pouco de suas criações até o momento!
Juliano -  Em 1995 eu criei o personagem Capitão Brasil e até 2001 publiquei suas tiras em alguns jornais. Em 2003 lancei sua primeira revista. Fiquei sem desenhar até 2010 quando retomei as tiras do Capitão Brasil e em 2012 publiquei mais uma revista deste personagem. E em 2012 também, criei o Resistente, publiquei a primeira edição em 2013 e a segunda edição em 2014.


Seu personagem Resistente é bem no estilo dos super heróis clássicos da era de ouro! Fale sobre ele!
Juliano -  Eu sempre gostei de personagens com uniformes mais limpos, clean, como o Demolidor por exemplo. Quando criei o Resistente não pensei muito nos heróis clássicos, meu desejo era criar um personagem fácil de desenhar mas que ao mesmo tempo tivesse um visual marcante. Acredito que tenha criado para o Resistente um universo bem vasto que ainda renderá muitas histórias.

Como é para você desenvolver algo no Brasil neste estilo?
Juliano - Eu acho demais, sempre imaginei o Super Homem voando por São Paulo ou o Batman andando pelas ruas do Rio de Janeiro. Acho que é tudo uma questão cultural, de abrir a mente.


Apesar de algum preconceito isolado em alguns grupos da internet, os quadrinhos de super heróis brasileiros tem ganhado cada vez mais autores e publico, como vê isso?
Juliano - Como disse acima, na minha opinião a questão é cultural, o tal complexo de vira-lata. É uma mania maluca que as pessoas possuem de criticar por criticar, sem nenhum embasamento. É um mal humor danado. "Que desenho ruim!" Esse personagem é uma cópia!" Aí você vai pesquisar e essas pessoas não fazem nada, não produzem, só criticam.
Acredito que só a produção contínua deste gênero irá conquistar seu espaço e acabar um pouco com esse preconceito.

Qual o diferencial que você vê nos super heróis criados aqui?
Juliano - Não vejo muita diferença, acho que o gênero super herói é parecido em todos os lugares. Eu não me preocupo em criar algo tipicamente brasileiro, acho apenas que é necessário ambientar o herói nas condições sociais e territoriais do Brasil, criar uma boa história e completar com bons desenhos.

Além do estilo Super-Heróis quais outros estilos gosta e produziu algo?
Juliano - No estilo humor como dito acima sobre o Capitão Brasil.

Fale um pouco de seu processo de trabalho.
Juliano - Eu faço o roteiro em um caderno já desenhando as cenas, depois desenho tudo a lápis é a parte mais prazerosa do processo, rabiscar o papel. Depois digitalizo e arte-finalizo no computador usando uma Bamboo e o software Manga Studio. Após a arte final, levo as páginas para o Photoshop onde aplico as cores e os textos. Uma página completa leva em média 3 dias para ficar pronta.

Quais os artistas que mais te influenciam?
Juliano - Muitos... rsrs vou citar alguns, David Mazzucchelli, George Pérez, Alan Davis e Walter Simonson. Aqui do Brasil, Ivan Reis, Laerte e Angeli.

E no momento quais seus projetos e em que esta trabalhando?
Juliano - Na revista Resistente - volume 1, que está com a campanha no Catarse para viabilizar a impressão. Será publicada na revista as duas primeiras edições, uma pequena história inédita e algumas artes de artistas convidados.
A revista terá formato americano (170mm x 260mm), 56 páginas em papel Couché Fosco 90 gramas e capa em papel Supremo 250 gramas tudo com impressão colorida.
Esse é o link do projeto www.catarse.me/pt/resistente.

Qual sua opinião sobre os quadrinhos no formato digital?
Juliano - Acho que é de grande ajuda para iniciar uma publicação e promover um personagem.
Mas na minha opinião, ler quadrinhos em formato digital ainda é desconfortável. O prazer em manusear e sentir o cheiro do papel não tem preço.

Agradecemos a Juliano pela entrevista e desejamos sorte em suas produções!
Para apoiar o lançamento do 1º albúm do Resistente clique AQUI! 


Guerra Cósmica dos Super Heróis Brasileiros!

Guerra Cósmica dos Super Heróis Brasileiros é um projeto de uma aventura cósmica nos moldes das clássicas aventuras de super heróis envolvendo muitos dos personagens criados no Brasil, tudo isso captaneados pelo talento dos veteranos Lancelott e Marcos Gratão o que garante aventuras cheias de ação, aventura de diversão! 




No vídeo abaixo os autores falam um pouco do mega-projeto!


Abaixo voce confere inteiramente de graça as duas primeiras revistas ( clique na capa de ambas!)





por 


Sombras, trabalho seminal de Julio Shimamoto é relançado!

As editoras independentes Atomic (de Marcos Freitas e Giovanni Machado) e Quadrante Sul Comics (de Denílson Reis e Alex Doeppre) relançam um valoroso trabalho de um grande mestre dos Quadrinhos brasileiros: Sombras, de Julio Shimamoto!



Lançado originalmente pela saudosa Opera Graphica Editora entre os anos de 1998/99, ganha agora uma edição caprichada, com apuro gráfico (30cm x 21 cm, capa cartonado em couchê colorida) e 24 páginas a mais do que a edição original, constando no total 62 páginas de miolo em preto & branco e tons de cinza – páginas carregadas de sombras, do contraste claro-escuro, abordando diversos e variados temas (cotidiano, histórico, folclórico) sob ótica sombria, apavorante, violenta, tenebrosa, tudo isso no traço & estilo muito peculiares de Julio Shimamoto.
Como muito bem dito no editorial, pelo professor Denílson: “onde o mestre Shima coloca as mãos, uma obra-prima é criada”.
Ao apreciarem este álbum, os leitores mais novos logo irão entender porque Shimamoto é considerado um mestre do terror da HQ brasileira.
www.atomiceditora.comercesuite.com.br ou
www.quadrantesul.blogspot.com.br

9 de março de 2015

Resistente um projeto imperdível de HQ no Catarse!


O Catarse tem sido palco de lançamento de muitos projetos primorosos em termos de hq´s e não fugindo à conjunção talento+oportunidade eis que o roteirista/ilustrador Juliano Rocha lança o projeto do lançamento da revista de seu personagem Resistente!



O Resistente é um personagem criado em 2012 pelo designer e quadrinista Juliano Rocha.

Quando jovem Eduardo Oliveira foi diagnosticado com uma doença incurável e autogenerativa, vendo seu filho desenganado pelos médicos e com a vida que lhe restava completamente comprometida pela doença seu pai um cientista competente e famoso no tratamento com células-tronco aplica em Eduardo o maior e mais revolucionário tratamento com células-tronco já realizado no mundo.


 

Porém um acidente fez com que as células-tronco ficassem expostas por um pequeno período a radiação.

O tratamento foi um sucesso, e após 1 ano em coma induzido, Eduardo acorda completamente curado e com habilidades sobre-humanas.
Resistente, é capaz de levantar 6 toneladas, correr a uma velocidade de aproximadamente 100 km/h e seus ferimentos e contusões cicatrizam 10 vezes mais rápido que um humano normal.

As aventuras criadas por Juliano trazem o que de melhor as clássicas aventuras de super heróis possuem ação, aventura e emoção unidas à seu traço limpo divertido e muito bonito!

Apoiando este projeto voce tem direito às diversas surpresas conforme o valor de sua contribuição, com certeza um trabalho que merece lugar em qualquer coleção de quem goste de quadrinhos bem escritos e belamente ilustrados! Para ver e apoiar o projeto no Catarse clique AQUI!

Confira Juliano Rocha falando sobre o projeto!

8 de março de 2015

Lancelott Martins, qualidade em quadrinhos digitais!

Existem caras que por sua força e produtividade, entusiasmo naquilo que fazem com qualidade e amor ao ofício, ganham nosso respeito, é o caso de Lancelott Martins, Editor, Roteirista e Desenhista de quadrinhos de super heróis e hqs nacionais que tem servido de exemplo aos novos talentos por sua
luta e empenho em produzir quadrinhos de qualidade, dar suporte e divulgar o trabalho de outros autores!


Além de seu excelente blog sobre os Super Heróis Brasileiros, o HQQuadrinhos que serve também de uma gigantesca enciclopédia  e catálogo da produção nacional, Lancelott ainda disponibiliza para nós seu selo de quadrinhos digitais que já possui ótimas edições!
Nós aqui do blog dos Super Heróis Brasileiros, prometemos breve uma entrevista com o talentoso Lancelott, enquanto isso leiam e curtam as excelentes Hq´s do selo AQUI!

por Ed Oliver


7 de março de 2015

Entrevista Antonieto Pereira fala de sua arte e sua criação, o Vigia!

Há um fenômeno que aos poucos toma forma e força: o crescimento do numero de produções e publico dos super heróis criados aqui, em tempos que editoras como Marvel e Dc perdem terreno e mercado par forças com a RAJ Comics ( Vendendo mais que ambas as editoras americanas juntas )
este crescimento com certeza se deve ao conteúdo que o artista brasileiro imprime em suas hq´s; ação, emoção, humanismo ou seja a antiga e vitoriosa formula que tanto agrada aos fãs do gênero e que as grandes editoras esqueceram em meio tantas Guerras, Sagas Cósmicas apelativas e reformulações desnecessárias.
Antonieto Pereira é destes novos talentos, fazendo hq´s com competência e entusiasmo ele acaba de lançar o primeiro título próprio de seu herói, o VIGIA, pela Universo Editora e nós fomos espiar um pouco mais de perto o trabalho deste promissor quadrinhista!



Fale um pouco de sua trajetória com quadrinhos e sua predileção pelo estilo super heróis?


Antonieto- O meu primeiro contato com o mundo dos quadrinhos aconteceu quando eu tinha aproximadamente 8 anos de idade, praticamente no período em que eu estava aprendendo a ler.
A minha primeira revista em quadrinhos que tive contato foi o casamento de "Tio Patinhas #2", lançada pela editora Abril. Depois dessa revista foi um pulo para o universo dos super-heróis. 
Por incrível que pareça a edição #1 do Super-Homem lançada pela mesma editora do Tio Patinhas (editora Abril) foi a revista que me levou a se apaixonar pelos super-heróis, depois disso foi um pulo para os desenhos. Aí eu não parei mais. apesar de o gênero super-heróis estar um pouco saturado, eu utilizo para poder contar as histórias, pois os universos deles são fascinantes. 
Antes de criar o "Vigia", eu já desenvolvi vários outros personagens, inclusive a alguns anos atrás,
lancei uma revista mix chamada "Impacto Quadrinhos Potiguares", na qual saiu só apenas 3 números.

Como se deu o processo de criação de seu personagem Vigia, fale um pouco sobre ele.
Antonieto - Bem, o processo de criação do Vigia, se deu após me tornar fã do Demolidor.
Também se deveu a vários assuntos relacionados sobre violência na cidade de São Paulo no qual me veio a ideia de criar um vigilante do crime que ajudasse a diminuir a violência na cidade. 
Após vários estudos em 2001 fiz os primeiros esboços do personagem, e o denominei de o "Sentinela", lançando em fanzine P&B no qual só saiu a edição #1, depois engavetei e dois anos depois resolvi reformulá-lo e passei a chamá-lo de "Vigia" que é um ex-promotor público que ao tentar colocar atrás das grades um dos homens mais ricos da cidade sofre as consequências de mexer com o homem poderoso. Por causa do ato, o ex-promotor sofre um atentado no qual perde a sua esposa grávida de cinco meses. Cinco anos depois o ex-promotor volta como o "vigia" pra se vingar do homem que tirou a vida de quem ele mais amava...a sua esposa.
   

Como é para desenvolver algo no Brasil neste estilo?
Antonieto - Olha, pra falar a verdade, não é tão fácil, mas muitas mudanças vem acontecendo no
universo dos quadrinhos brasileiros, principalmente de uns dez anos atrás pra cá o índice de
produções alternativas vem aumentando, fazendo com que os nosso quadrinhos sejam mais
valorizados. Com o surgimento de várias editoras que lançam terror, albúns e outros gêneros
não podemos deixar de citar a "Universo Editora ", que vêm ajudar o universo dos super-heróis brasileiros a serem mais vistos. acredito que estamos aos poucos criando o nosso espaço, que em breve, possamos ter um mercado seguro e próspero pra todos...
Aqui gostaria de citar também, a "Júpiter2 Editora", criada pelo nobre amigo José Salles com sua ajuda, que ao longo desses dez anos vêm dando a sua contribuição para os quadrinhos nacionais, com lançamentos que variam da ficção à romance, editora para a qual ilustro uma revista chamada "Tiras vs Monstros", criação de José Salles em parceria comigo. Em relação ao gênero super-herói estamos conseguindo aos poucos criarmos o nosso público. agradecendo muito a mídia que aborda assuntos referentes ao universo dos quadrinhos brasileiros e especialmente a blogs como o seu que vem dando um apoio muito grande.

Qual o diferencial para se criar um personagem com características nacionais?

Um diferencial? deixa ver...eu acho que os nossos super-heróis nacionais se diferencia dos americanos só quando são baseados em nossa cultura, criados de acordo com a nossa realidade, apesar de alguns serem baseados nos super-heróis americanos. Mas vejo que aos poucos vamos trabalhando estórias que ajudam os super-heróis brasileiros a se habituarem mais com a nossa cultura; gostaria de dizer àqueles que trabalham os Super-Brazucas que criemos estórias mais envolventes, utilizando costumes e assuntos de nossa realidade, fazendo assim com que os nossos super-heróis sejam mais familiarizados conosco, é só prestarmos atenção, por que as nossas novelas fazem tanto sucesso...são as estórias que envolvem os telespectadores, por que não devemos usar os mesmos métodos em nossos quadrinhos de super-herois, hein?


Qual é seu metodo particular de trabalhar o super herói nacional?
Antonieto - olha, o método que costumo muito usar é colocar o super-herói dentro da nossa realidade, eu costumo sempre de usar o personagem dentro do contesto brasileiro, tento usar cenários de acordo com a história que pego pra ilustrar, seja numa floresta onde faço alguma fauna brasileira ou algum cenário urbano quando o roteiro pede. Eu geralmente gosto muito de fazê-los o mais próximo de nossa realidade, esse é a forma que gosto de usar. 
Veja na edição #1 do Vigia por exemplo, o cenário é a cidade de São Paulo, eu a caracterizo ilustrando o edifício mais representativo da cidade que é aquele prédio em forma "S" ( famoso edifício típico do centro de SP) . E é isso, mas eu ainda estou procurando um método mais prático de trabalhar os nossos super-heróis.


     

É fato conhecido que Marvel e Dc tem perdido fãs ao longo dos anos devido à queda de qualidade vertiginosa em seus roteiros, inclusive nem são mais a maior editora do gênero, tendo a indiana RAJ comics vendendo mais que as duas juntas com seus super heróis, qual sua visão desse processo?
Antonieto - Isso mostra que os super-heróis amerinanos não tem mais aquele poder , devemos ver que estamos em outra realidade, em outro século. quando o mundo passou a ser globalizado, compartilhando conhecimentos com a criação da internet, que certos comportamentos mudaram a lógica do planeta. A India está na nossa frente, enquanto a gente ainda esta criando o nosso espaço eles já desenvolveram há muito tempo. Sim, as vendas deram suas contribuições, mas acredito que eles introduziram as suas estórias dentro das suas próprias realidades, explorando assuntos que dizem respeito à sua cultura própria.
Os Indianos são o segundo país mais populoso do mundo, atrás apenas da China, eu sempre digo nas rodas de conversas de amigos que curtem "hqs", um dia quem sabe a gente não tenha nosso  próprio mercado como os indianos?

Fale sobre o seu processo de trabalho.
Antonieto- Bem, o meu processo de trabalho é o seguinte: Leio o roteiro três vezes, visualizando as cenas, depois esboço as páginas indicando a quantidade de quadros e as ações da estória e finalmente passo para o processo das ilustrações propriamente ditas. Eu não tenho horário certo de trabalhar, mas eu sempre uso mais a parte da manhã e da tarde pra ilustrar as páginas, até porque financeiramente falando não ganho nada, mas só o fato de poder contribuir com o quadrinho nacional já está de bom tamanho. Assim que termino de desenhar as páginas arte-finalizadas, digitalizo todas e coloco as letras. 

Quais os artistas que mais te influenciam?
Antonieto - Os artistas que eu admiro bastante são, os americanos (Jonh Byrne, Frank Miller, Sal Buscema), e os brasileiros (Watson Portela, que tive a honra de poder participar de uma oficina ministrada por ele em Natal 1997), e Mike Deodato, Ed Benes. 

E no momento em que esta trabalhando?
Antonieto - No momento estou terminando uma hq do Crânio de Francinildo Sena, para a edição #3 que irá ser lançada pela universo editora, do amigo gil mendes, além de paralelamente está trabalhando na segunda edição do vigia, e na edição #5 da série "tiras vs monstros" da editora júpiter2, eescrendo um livro sobre as histórias em quadrinhos em nosso município, e procurando patrocinador aqui local pra poder lançar uma hq que fiz sobre a padroeira da cidade que moro, "santa rita de cássia em quadrinhos". 
  
Fale sobre a publicação da revista do Vigia pela Universo Editora.
Antonieto - Bem, a Universo Editora apareceu na hora certa, dando a oportunidade de poder lançar esse projeto que eu venho desenvolvendo há um ano. Gostaria de dizer que a série o Vigia continua a ser produzida, como estou super atarefado com outros projetos, vou aos poucos desenvolvendo a trama. Só espero que não deixem de acompanhar as edições seguintes e vejam o resultado que venho trabalhando nos roteiros. 
    
Obrigado antonieto, é um prazer ter voce em nosso espaço, o espaço esta sempre aberto!
Antonieto - Obrigado a você Ed, por poder dar está oportunidade de poder contribuir com os quadrinhos brasileiros.

Entrevista por :

1 de março de 2015

Entrevista com Reginaldo Nakamura criador da musa Maxine!!!


Reginaldo Nakamura é mais um exemplo de como os roteiristas brasileiros tem se desenvolvido, sobretudo no gênero super-herói, e tem trazido trabalhos inspirados ao publico leitor, a exemplo sua personagem Maxine que acaba de ganhar uma belíssima edição pela universo editora já é em sua estréia alvo de elogios rasgados. Confira nossa entrevista com este jovem talento dos quadrinhos nacionais!



Fale um pouco de seu envolvimento com quadrinhos?

Nakamura - Desde criança eu sempre gostei de quadrinhos, praticamente, eles incentivaram a minha alfabetização, mas a ideia de que eu poderia produzir algo só surgiu
depois dos meus 18 anos, quando eu entrei em contato com a galera que vinha produzindo os seus fanzines. Hoje eu percebo, que na época eu era bem limitado nos desenhos e mais ainda nos roteiros, para não dizer horrível, mas essa foi uma experiência muito boa, pois pude entrar em contato com caras que já faziam trabalhos bem legais como o Laudo Ferreira Jr. Depois dessa fase inicial dos fanzines, fiquei uns dez anos afastado dos quadrinhos e só voltei a me animara desenhar e a produzir algo quando conheci o pessoal que estava divulgando os seus trabalhos por meio do fotolog Terra.

Como se deu o processo de criação de sua personagem Maxine, fale um pouco sobre ela.

Nakamura - Foi meio por acaso, eu queria fazer uma brincadeira com uma história que se passava dentro de uma convenção de quadrinhos e precisava inventar o visual de uma super-heroína que, logo na primeira olhada, os leitores percebessem de que se tratava de uma heroína saída das páginas dos quadrinhos.
O visual tinha que ser bem típico. Como muitos heróis dos comics se vestiam com as cores da bandeira dos EUA, resolvi fazer uma garota com uma roupa de super-heroína com as cores da bandeira do Brasil, mas nunca pensei em uma super-heroína patriótica ou algo assim.
Essa história não foi para frente, mas o pessoal no fotolog gostou do design do uniforme dela e assim acabou surgindo a Maxine.

A escolha do ilustrador Alan Campos também foi bem sacada para a revista e casou perfeitamente com o estilo da personagem, essa parceria vai continuar?

Nakamura - O Alan é um ilustrador de mão cheia, mas em virtude da minha inexperiência no roteiro e de uma maior compreensão do que afinal eu queria da minha personagem, o roteiro foi modificado várias vezes e o Alan deve ter tido uma paciência bem grande comigo, ( risos ). As páginas apresentadas neste primeiro número da revista da Maxine já foram desenhadas há um tempinho e hoje acredito que ele está envolvido em outros projetos. Contudo, assim que possível pretendo encomendar outras ilustrações dele que possam servir como pôsteres ou capas para a revista. A arte do Alan só engrandece a minha personagem!

Como é seu método particular de trabalhar o super herói nacional? 

Nakamura - Bom, hoje eu percebo que o mais importante é abandonar esse tipo de rótulo. Eu não escrevo roteiros de uma "super-heroína nacional", o que eu tento fazer são roteiros. O que vale para escrever o roteiro de um filme, uma novela ou um seriado de TV, também vale para escrever quadrinhos, não importa de que se trate de uma história de super-heróis ou de qualquer outro gênero.

Entendo que quando o Stan lee começou a despontar com o Homem-Aranha, ele na verdade não estava escrevendo as histórias do Homem-Aranha, mas sim as histórias do Peter Parker. E essa inversão na compreensão do roteiro fez toda a diferença!

Quando se tem em mente "eu vou escrever uma história de super-herói", logo um monte de ideias preconcebidas começam a pipocar na nossa cabeça. Como eu havia dito antes, não tento fazer isso, apenas tento escrever as histórias da Maxine. O centro dessas histórias nem sempre é a ação em si, mas sua personalidade, seus sentimentos e emoções.
Para falar a verdade nem sei se consigo atingir esse objetivo direito, mas essa ideia me serve de guia.

Para eu chegar a essas conclusões, a leitura de obras como "O Manual do Roteiro" do Syd Fields e "Da Criação ao Roteiro" do Doc Comparato foram fundamentais.
Para escrever um roteiro, minimamente razoável, apenas gostar de quadrinhos e ter lido muitas revistas não basta. Como tudo na vida é preciso estudar,
praticar.

Qual é o diferencial que você vê nos super heróis criados aqui?

Nakamura - Acho, com muita tristeza, que o gênero apesar de não ser novo, é ainda muito incipiente no Brasil. Não há títulos mensais de grandes editoras que dêem sustentação a ele. Os melhores títulos lançados, muitas vezes são publicados graças ao investimento de recursos dos próprios autores. Muitos dos nossos artistas ao atingirem um nível destacado acabam sendo contratados pelas editoras norte-americanas e o gênero acaba ainda mais desfalcado.                                                               Ainda que hajam bons exemplos de artistas de alto nível que estão bravamente publicando por aqui, em um esquema mais ou menos independente, estes são poucos. A maioria dos trabalhos tem uma qualidade ainda também incipiente e não por acaso, dada a disparidade de recursos, entre as grandes editoras dos EUA e os artistas brasileiros que continuam militando no gênero, no circuito independente.

Nos Estados Unidos, isso não é assim, um garoto de 18 anos que resolve imprimir em uma gráfica-rápida 500 exemplares do super-herói que acabou de criar não tem que arcar com o peso de ter de representar o gênero em seu país. Não tem a obrigação de ser o novo Neal Adams. Muitos não são. É por isso, que atualmente nas editoras dos EUA há espaço para tantos artistas do Brasil, da Itália, da França e de tantos outros lugares. Infelizmente, quando
Sara Pichelli, Olivier Coipel ou Ivan Reis, desenham histórias nos EUA, eles não estão produzindo quadrinhos italianos, franceses ou brasileiros, mas comics norte-americanos.


Quais estilos de quadrinhos gosta e autores que o influenciam?

Nakamura - Eu gosto de todos os estilos do infantil ao erótico, do underground ao comics, do mangá ao europeu, há sempre bons artistas, em qualquer estilo, o importante é descobrí-los. Ao longo da minha jornada quadrinhística pude adquirir exemplares da Cimoc - espanhola, da Fierro - argentina, Heavy Metal - dos EUA, Fluide Glacial, A Suivre, Bodoi, álbuns da Casterman e Glenat - da França, além dos quadrinhos em português publicados pela Meribérica e claro pelas editoras brasileiras.
Tive acesso até àqueles mangás parecidos com listas telefônicas importados do Japão graças aos meus avós japoneses.

Quanto aos autores acho que o que eu faço nos desenhos e no roteiro tem muita afinidade com o que o Jaime Hernandez fazia na revista Love and Rockets misturado com influências diversas, principalmente, dos comics norte-americanos. Particularmente, no roteiro de Maxine, eu ainda apontaria uma certa influência dos mangás para adolescentes Video-Girl Ai do Masakazu Katsura e Love Hina do Ken Akamatsu. Mas gosto de muito mais autores que necessariamente não influenciam diretamente o meu trabalho e aí a lista seria bem longa.


Como tem visto os super heróis em mídias como Desenhos Animados e Filmes? 

Nakamura - Tenho gostado dos filmes que assisti, mas não costumo assistir muitos deles, pelo
Netflix tenho assistido muitas séries. Creio que principalmente em termos de roteiro é preciso assistir de tudo. Se você trabalha com super-heróis as melhores sacadas podem surgir muito mais assistindo séries como "The Client List" ou "Dance Academy" (gosto muito das duas!) do que, por exemplo, "Marvels Agent of Shield" ( que também gosto!).Já em relação aos desenhos de super-herói não costumo assistir, prefiro mais coisas mais surreais, na linha "Apenas um Show".

Falando de outras mídias acho que a gente pode incluir aí também os cosplays, neste quesito, muitas meninas brasileiras, estão produzindo trabalhos surpreendentes com o apoio de fotógrafos profissionais. Das que eu pude seguir mais assiduamente os trabalhos destaco a S. Lancaster e a Mel Rayzel, mas existem muitas outras garotas com trabalhos muito bons! De modo geral, a América Latina tem apresentado cosplayers com trabalhos muito bem feitos, a Kitty Honey que fez a Maxine é um bom exemplo delas.

Quais outros super heróis e autores brasileiros no estilo que gosta?

Nakamura - Eu tenho uma grande simpatia por todos, mas se tivesse escolher um top 10 das versões impressas, incluindo o gênero "espada e magia" junto, a minha lista seria assim:

1- Leão Negro - Cynthia Carvalho
2- Valquíria - Alex Mir e Alex Genaro
3- Quebra-Queixo - Marcelo Campos
4- Maximus - Alan Yango
5- A Tribo e Aline - Cortizo e Tony Brandão
6- Cometa - Samicler Gonçalves
7- Comando V - Allan Goldman
8- Pátria Armada - Klebs Jr.
9- Os Invictos - Rafael Tavares e Renato Rei
10- Velta - Emir Ribeiro


E no momento em que projetos esta trabalhando?

Nakamura - Basicamente nas próximas histórias da Maxine, embora participações dela em histórias de outros personagens podem vir a ser tornar realidade pelas conversas que ando
tendo com outros colegas dos quais admiro muito o trabalho.

Fale sobre a publicação da revista da Maxine pela Universo Editora.

Nakamura - Foi uma alternativa muito bem-vinda que acabou se abrindo para mim. O custo inicial mais baixo oferecido pelo Gil me permite poder trabalhar mais na divulgação da Maxine, enviando muitos exemplares gratuitos, para as pessoas certas.Não devemos nos iludir, enquanto as pessoas não conhecem os nossos trabalhos, dificilmente elas comprarão as nossas revistas. Nessa fase, não tenho a mínima preocupação em reaver os custos que tive com a produção desta história. Isso, se ocorrer,
acontecerá no futuro, se as pessoas aprovarem a Maxine, se realmente ela tiver o mínimo de qualidade esperado. É preciso ter os pés no chão e a mente aberta para não quebrar a cara lá adiante.

Apesar de não ter uma vendagem estrondosa, as pessoas que tiveram acesso gostaram da revista e demonstram ter entendido a minha proposta ao retratar a Maxine.
Isso já é um bom começo!

Obrigado Reginaldo, É um prazer ter voce em nosso espaço, o espaço esta sempre aberto!


Para adquirir a revista entre em contato com a Universo Editora AQUI!

Entrevista por